Jennifer Lawrence está de volta como uma espiã perigosa em”Operação Red Sparrow”! » Soul Geek

Jennifer Lawrence está de volta como uma espiã perigosa em”Operação Red Sparrow”! » Soul Geek

Baseado no livro “Red Sparrow” de 2013, do autor Jason Matthews, “Operação Red Sparrow” conta a história de Dominika Egorova (Jennifer Lawrence), uma jovem russa que tinha um futuro promissor como bailarina do Ballet Bolshoi, mas por causa de um acidente, esse futuro é destruído. Sem ter como sustentar o tratamento de sua mãe doente, ela acaba aceitando a proposta de seu tio Vanya (Matthias Schoenaerts) de ajudar o governo, e acaba envolvida com coisas mais obscuras do que poderia esperar. Dessa vez seu tio faz uma segunda proposta: morrer ou ser útil ao governo Russo, se tornando uma Sparrow. Ela, sem opção, aceita. Em paralelo a isso, temos a história de Nate Nash (Joel Edgerton), que trabalha com um espião russo para os EUA. Seus caminhos se cruzam quando Dominika é mandada para se aproximar de Nash e descobrir quem é o espião russo, ao passo que ele se aproxima dela numa tentativa de recrutá-la.

Se você for ao cinema esperando ver um novo “Atômica” ou encontrar uma personagem como a Viúva Negra, devo logo avisar que vai se decepcionar. Nesse novo longa o foco é a espionagem, e não a ação. O filme na verdade tem um ritmo extremamente lento, o que eu achei entediante, visto que, particularmente, a história é clichê/previsível. Possui uma ou duas reviravoltas muito boas, e uma cena que é pura tensão. Mas no resto do tempo, eu bocejei.

A história tinha tudo para ser densa, mas escorreu em vários momentos e acabou deixando tudo bem marromeno. Por exemplo, o treinamento para se tornar Sparrow, que basicamente é você se tornar uma prostituta de alto nível que tem autorização do governo para matar, roubar, mentir e coisas assim. A nudez apresentada nessas cenas é sem cortes. Aparece pinto, vagina, o que for, eles tecnicamente são obrigados a fazerem coisas que não querem, e tudo o mais. Porém, porque o treinamento acaba não sendo algo realmente… tenso? Primeiro que passam o tempo todo ameaçando que vão te matar ali se você não fizer o que disserem, mas a própria protagonista desafia o sistema, não faz nada do que é pedido e, com seu poder supremo de personagem principal, acaba se tornando uma espiã maravilhosa mesmo assim. Para quê treinamento, se ela nasceu para brilhar?!

Eu vi algumas críticas elogiando a atuação de Jennifer Lawrence, sobre como ela segurou o filme sozinha e coisas assim. Bem, euzinha detestei, mas que fique claro que é uma opinião pessoal, e que eu gosto da atriz. A personagem aqui deveria ser uma mulher sensual, misteriosa e carismática, mas parece mais que ela fez escola junto com Edward Cullen e está com o esfíncter travado. Duas horas de Jennifer Lawrence com cara de cu azedo. Ela faz cenas pesadas, e em alguns desses momentos eu posso dizer que sim, ela está magnífica, mas no resto do tempo… (suspira forte). Se ela dá três sorrisos nesse filme, é muito.

Os outros personagens são bem mais ou menos também. Nash é o mais forçado de todos, já que não convence muito como espião renomado, e a química entre ele e Dominika é forçado até transcender o limite.

(Aqui vai rolar o que talvez sejam spoilers, então se não quiser ver, pule para a parte em que eu digo que não tem spoiler.)

Eu passei mais da metade do filme sem acreditar que eles estavam apaixonados, pelo simples fato de que não fazia sentido. Eles não desenvolveram o relacionamento deles, e eu acreditei piamente que ela era uma falsiane até ver que, não, ela estava misteriosamente apaixonada. Até o momento em que me dei conta disso, eu acreditava que ela só o estava usando para algum tipo de vingança pessoal contra a Rússia ou coisa assim. (fim da zona de spoiler!)

Apesar desses defeitos, o filme é muito bem montado, com uma fotografia ótima, trilha sonora muito boa, longos planos bem feitos. O diretor fez um excelente trabalho nessa parte, pena que a história seja cheia de furos.

No geral, eu acho que o filme vai agradar, mas me sinto decepcionada. Primeiro que temos o clichê EUA x Rússia, onde obviamente EUA vai vencer, porque sim. Atores e atrizes norte-americanos forçando um sotaque russo também não ajuda. E, como eu disse, a história de espionagem é longa e cansativa, com alguns momentos bem descartáveis. Se tivessem enxugado um pouco o filme, talvez tivesse ficado melhor.

 

Trailer:

Fonte Original

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