Cinema no Aconchego do Lar – Everly

Cinema no Aconchego do Lar – Everly

Everly

Direção: Joe Lynch

Elenco: Salma Hayek, Togo Igawa, Hiroyuki Watanabe, Laura Cepeda, Jennifer Blanc

EUA, 2014

 Vez por outra aparece aquele filminho de ação bem desmiolado, cheio daquela violência gráfica caricata, inspirada pelos antigos exploitations dos anos 70 (mas que os mais novinhos, que nunca ouviram falar em caras como Russ Meyer, juram que foi o Tarantino quem inventou), e extremamente divertido, para quem conseguir embarcar na viagem. Everly é um desses exemplares. História absurda, tiros, porradas, bombas e litros de sangue. E ainda tem uma Salma Hayek sensacional (quando ela não é, né?).

Everly foi marcada para morrer por seu ex-namorado, um chefão criminoso. Com a cabeça a prêmio, ela passa a ser caçada pelos mais variados tipos de assassinos. Para piorar a situação, Everly se encontra presa dentro de um apartamento que pertence ao sujeito. Além de tentar desesperadamente deixar o lugar, ela ainda tem que se preocupar com a segurança da mãe e da filhinha, também visadas pelos bandidos.

Esse fiapo de roteiro é a desculpa para vários embates sanguinolentos em um espaço reduzido, tudo trabalhado em uma linguagem bem próxima de mangás e videogames. O diretor Lynch é bem competente. Ele nunca deixa o filme ficar cansativo, apostando nos mais diversos e peculiares antagonistas, e assim criando as mais diferentes cenas de ação. Temos os esperados massacres típicos dos filmes de John Woo & cia, uma incômoda cena de tortura digna dos torture porns da vida e mesmo um duelo com espada samurai. Tudo isso é mostrado daquele jeito bem caricato que já vimos, mais recentemente, nos filmes do Robert Rodriguez (outro que também bebe demais na fonte do exploitation). Sangues e tripas em cenas exageradas que nunca chocam.

Embora tenha citado Rodriguez, Everly aposta também numa certa dramaticidade, afastando-se um pouco do cinema do diretor de Machete e lembrando um pouco mais o cinema do Luc Besson de O Profissional. Com muita boa vontade, podemos dizer que Everly também é um filme sobre mães e filhas…quase uma novela mexicana. Claro que o dramalhão é só pano de fundo para Hayek mandar mais uns capangas pelos ares.

Salma Hayek, aliás, está ótima (em todos os sentidos), convencendo nas cenas de ação e também em seu arco…aham…dramático. Como Rodriguez, Lynch sabe explorar a sensualidade de sua protagonista sem parecer um moleque punheteiro como o David Ayer de Esquadrão Suicida. Já Salma sabe ser sexy sem ser vulgar.

Enfim, Everly é um filme de ação demente, visualmente interessante e recheado de momentos de puro nonsense, estrelado por uma Salma Hayek Inspiradíssima, que vai agradar em cheio quem procura um tipico filminho B com protagonismo feminino. E quando esse protagonismo é de Salma Hayek, só melhora

 

 

 

Claro, esse daqui é daqueles filmes que despertam amor ou ódio nas pessoas, hehehe

Fonte

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